Notícia

Dual Musical que atravessam a história do Cinema

A Noviça Rebelde (1965)

Um dos maiores clássicos de todos os tempos, “The Sound of the Music”, título original, foi gravado nos anos 60 e remonta à década de 30, momentos antes de estourar a II Guerra Mundial. A história da noviça que se afastou do convento e acabou apaixonando-se por um marinheiro rico, viúvo e cheio de filhos, trouxe muitas controversas aos cristãos mais críticos, e a premissa era: não pode deixar de lado a vocação primeira que Deus chamou. No entanto, Mary (Julie Andrews) não havia perpetuado seus votos como freira e, como é mostrado no início do filme, ela não tinha vocação para a clausura. Nesse caso, as críticas quanto ao comportamento da personagem principal são inapropriadas.

A beleza do ambiente em que a história se passa, as montanhas, no qual os personagens cantam e dançam, na maioria das vezes, são belas e, juntamente com as canções atemporais, criam um clima aprazível e imperturbável. É nítido ver a alegria e a musicalidade que Mary devolve à casa dos Von Tropp, e o encontro dela mesma com sua vocação e missão mais autênticas. A inteligência do roteiro e da direção nos transporta àquele período histórico, vicejando a magia e a beleza, que são próprios do cinema.

Climb every Mountain… Ford every stream… Follow every rainbow. ‘Till you find your dream

(Escale cada montanha e cruze cada riacho, até você encontrar seu sonho) – Climb Every Mountain

La La Land (2017)

Imagem: Divulgação

Colorido, cheio de vida e cativante, La La Land, depois de 14 indicações ao Oscar, levando 6 “pra casa” e outros seis prêmios Globo de Ouro, entra na lista de qualquer admirador do cinema, mesmo àqueles que não curtem o gênero musical que, nesse caso, emprega vivacidade e autenticidade à trama cheia de homenagens aos clássicos musicais do cinema e com uma abertura de plano sequência, nos primeiros 10 minutos, que vai fazer qualquer um “rebobinar” o filme para conferir, e conferir, e conferir.

O filme é empolgante, as músicas e as cenas de dança são belas e originais e os atores estão impecáveis. É interessante o quanto é possível identificar-se nos personagens principais e com que facilidade isso é feito, porque estes possuem sonhos muito próprios, uma perspectiva de vida ampliada, um conhecimento próprio, que é tão profundo, em certos pontos, quanto superficial ainda, em outros, e vivem um processo de amadurecimento, comum para suas idades.

As músicas presentes no filme dizem o que precisa ser dito, nos coloca para cima nos momentos certos e diminuem o ritmo quando a carga dramática, assim, pede. Prende nossa atenção o fato de não sabermos, ao certo, em que ano a história se passa, e o figurino e o modelo dos carros utilizados não ajudam nisso. Enfim, apesar de algumas surpresas do enredo, não nos surpreende o fato de que cada um de nós possui um jeito autêntico e original e que é capaz de tomar decisões coerentes que definirão nossas vidas para sempre, havendo sempre consequências não tão previdentes, e isso o filme traz e recorda para aqueles que ainda não se deram conta disso ou, se deram, já esqueceram.

Climb these hills I’m reaching for the heights and chansing all the lights that shine. And when they let you down, you’ll get up off the ground ‘cause morning rolls around and it’s another day of sun”

(Atrás destas Colinas estou alcançando as Alturas e perseguindo todas as luzes que brilham. E quando te decepcionarem, você vai levanter do chão. Assim como a manhã continua e é mais um dia de sol) – Another day of sun

Mateus Zaidan
Missionário Doce Mãe de Deus