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Santidade: uma vocação para todos

“…deveis ser santos como Vosso Pai celeste é santo” (Mt 5,48)

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Ao nos referirmos à santidade, é preciso entender que a referência é Aquele que é o Santo dos santos, o próprio Deus. Somos chamados a ser como Ele. Por isso, o chamado à santidade não exclui ninguém. Se somos sua imagem e semelhança, precisamos ser como Ele foi e fazer o que Ele fez. Santidade é ter a vida de Cristo.

Partindo desse referencial, podemos afirmar que santa é aquela pessoa que ama, que faz o bem, que perdoa, que ajuda o próximo. Podemos ter como ideário dos santos, as Bem-Aventuranças. E como ser santo no dia-a-dia? Como ser um bem aventurado no corre-corre da vida? Penso que, para isso, é preciso buscar ter os mesmos sentimentos de Cristo. Ter um coração pobre, manso, humilde, verdadeiro, rendido, misericordioso. Um coração que ama, que perdoa.

Santo nos dias de hoje é quem luta para ser de Deus e não desiste, mesmo em meio a tudo o que oferece o mundo atual. Santo é quem luta para dar um testemunho autêntico, reto e coerente. Santo é aquele que reza e luta para ser fiel. Santo é aquele que tem um coração que se inclina a Deus. Santo é aquele que abraça a cruz de cada dia, renunciando a si mesmo por amor ao Amor.

Portanto, é importante olhar para o testemunho daqueles que deram suas vidas por amor a Jesus Cristo. Santos que experimentaram o martírio. Que deram tudo pelo Tudo.

O papa Francisco presidiu no domingo (15/10/2017) na Praça de São Pedro, à canonização dos mártires brasileiros de Cunhaú e Uruaçú (Rio Grande do Norte): André de Soveral, Ambrósio Francisco Ferro, Mateus Moreira e 27 companheiros. Eles foram assassinados, em defesa da fé católica.

Em 1645, os soldados holandeses, de religião calvinista, ocuparam o nordeste brasileiro, levando consigo um pastor protestante para convencer os residentes a renunciarem à sua fé católica. Ao chegarem a Cunhaú, onde residiam vários colonos, que trabalhavam nos canaviais, soldados e índios tapuias invadiram a Capela do Engenho de Cunhaú, durante a missa dominical, celebrada pelo padre André de Soveral, e os assassinaram em 16 de julho. Aterrorizados com o episódio de Cunhaú, muitos moradores de Natal/RN pediram asilo no Forte dos Reis Magos; outros se refugiaram em lugares improvisados. Mas, no dia 3 de outubro, foram levados para as margens do Rio Uruaçu, onde foram massacrados por cerca de 80 índios e soldados holandeses armados.

São Mateus Moreira, que teve o coração arrancado pelas costas. Imagem: Internet

Impressionante é que o leigo Mateus Moreira teve o coração arrancado pelas costas. Agonizante, Mateus repetia a frase “Louvado seja o Santíssimo Sacramento”. Quanto amor a Jesus Cristo! Pela canonização recente de são Mateus Moreira, pensemos nos muitos “Mateus” que vivem no anonimato de suas vidas. Homens e mulheres que amam Nosso Senhor mais do que a si mesmos e são capazes de tudo dar por esse Amor. Não tenhamos medo da santidade! Ela é para todos! Sejamos, pois, santos na vida e com a vida!

“Sede Santos!”, diz o Senhor! Amemos Nosso Deus e não tenhamos medo de tudo dar por Ele. Que o testemunho de são Mateus Moreira nos edifique e que ele interceda para que sejamos autênticos em tudo na nossa vida.

Cláudia Simone Costa de Oliveira
Missionária da Comunidade Doce Mãe de Deus