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Um livro e o reencontro com o chamado de Deus

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Se tem algo que é especialidade da Providência Divina é conduzir os caminhos da nossa vida espiritual. Sempre quando nos sentimos sem rumo, ou estamos perdidos no pecado e no caos, Deus, em seu Infinito Amor, nos envia meios de nos aproximar Dele para reencontrarmos a rota.

Em uma tarde de sol escaldante, na já reconhecida cidade quente, Palmas, no Tocantins, estava fazendo o que eu mais gostava de fazer: visitando uma livraria. Meus olhos não paravam. Queriam em cada capa, título e sinopse, “devorar” aqueles livros todos como um “leitor feroz”. Quando me vi diante daquela obra, de um autor que, particularmente, sempre consegue me surpreender, não resisti, juntei o que tinha e levei pra casa. Precisava lê-lo para rezar, ou melhor, rezar lendo-o. Deus, de um modo ou de outro, me atraía com aquele livro.

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Estava diante do “Homens da Bíblia”, de Anselm Grun, o psicólogo monge alemão, de obras como “O céu começa em você”, “Morar na casa do Amor”, “Reencontrar a própria alegria”, que me devolveu aos trilhos muitas vezes. Mas, dessa vez era diferente! Esse livro parecia ter tudo: um aprofundamento bíblico, uma forte reflexão psicológica sobre a masculinidade nos tempos de hoje em contraponto com os tempos bíblicos e um resgate da compreensão do projeto de Deus para os seus homens “eleitos”.

E ele mais uma vez me surpreendeu. Grun,  não colocou só isso, mas fez com que me identificasse com cada página, cada homem daquele, que de um modo ou de outro, me fascinava, inspirava ou repulsava, a fim de que eu me decidisse a enveredar pela maravilhosa e viril aventura de ser de Deus como homem no mundo.

De fato, é preciso ser muito homem pra isso. É preciso ser selvagem às vezes, decidido, firme, veloz, forte, apaixonado, coerente e, sobretudo aberto à vontade de Deus. O autor me fez refletir nas influências culturais, familiares e sociais para a construção dos nossos princípios masculinos. E, em tudo ir desvendando o mistério de sua Misericórdia que utilizou de Adão, Davi, Josué, Moisés, Salomão e tantos outros personagens para que viesse ao mundo o Filho do Homem, Jesus Cristo, o modelo perfeito.

Vi minha espiritualidade mergulhar em outro momento. Encontrei tantas respostas para os questionamentos que estavam dentro de mim. E, sobretudo, encontrei na minha masculinidade um caminho incrível de discernimento para aquilo que Deus tinha me chamado a ser: Heraldo, Filho de Deus, Doce Mãe de Deus, casado.

Neste mês da Bíblia, vale a pena o aprofundamento maior na sua espiritualidade a partir desta obra. Homens, leiamos a Bíblia, e na intimidade com o Criador, encontremos nossas vocações e nossa verdadeira identidade.

Heraldo Luís de Araújo Bezerra Lima
Missionário Doce Mãe de Deus