Notícia

Maria Madalena nos Evangelhos

Imagem: Internet

A exposição pormenorizada de Maria Madalena nos Evangelhos aparece por cinco vezes. Ocorrem nos Evangelhos quatro mulheres distintas: a pecadora anônima de Lc 7, 36-50, a mulher que acompanhava Jesus e lhe servia com as suas posses (cf. Lc 8, 1-3), a irmã de Marta e Lázaro (cf. Jo 12, 1-12) e a mulher adúltera de Jo 8, 1-11.

O nome “Maria” era muito comum no povo de Israel; tenha-se em visto Jo 19, 25, onde se lê que, dentre quatro mulheres, três se chamavam Maria. A predileção por tal nome talvez se deva ao fato de que a irmã de Moisés se chamava Maria (cf. Ex 15, 20), tornando célebre o respectivo nome. Daí o uso de um aposto para diferenciar as Marias; esse aposto podia ser o lugar de origem, que, no caso, era Mágdala, povoado situado à margem ocidental do lago da Galiléia, 5 km ao norte da cidade de Tiberíades. É assim que se explica o nome “Maria Madalena”.

O lugar de Maria Madalena nos Evangelhos

Ela representa a comunidade cristã, que faz a experiência com o ressuscitado. O tema nos Evangelhos é o encontro com Jesus Cristo, vivo depois de sua morte, com Maria Madalena, que simboliza a comunidade como esposa fiel. Na cena, apresenta-se no horto jardim o novo casal uma alusão a Adão e Eva, na Antiga aliança, agora representados em Jesus e Maria Madalena que começa a nova humanidade.

Contudo, a festa definitiva ainda não se pode celebrar: a esposa tem que preparar-se para subir ao Pai com o esposo. No Evangelho de João (cf. 20, 11-29), começa com o choro de Maria e seu diálogo com os anjos. A cena central descreve o encontro com Jesus, reconhecimento e sua ordem na criação, e Maria representa a esposa fiel da nova Aliança. Simbolizada essa ideia com o encontro no horto do novo casal da nova criação redimida em Jesus Cristo a nova e eterna aliança.

Levi Joaquim
Missionário na comunidade de vida Doce Mãe de Deus