Notícia

Espiritualidade do sábado santo

Fonte: Internet

Paz e bem!

Depois do brado de Jesus na cruz entregando Seu espírito ao Pai, houve silêncio, um grande silêncio na terra.
O verbo de Deus silenciou! Deus morreu na carne e despertou a mansão dos mortos.

Diz uma antiga Homilia no grande Sábado Santo (séc IV), de um autor grego desconhecido – Da Liturgia das Horas – II leitura do Sábado Santo:

“Um grande silêncio reina hoje sobre a terra; um grande silêncio e uma grande solidão. Um grande silêncio, porque o rei dorme. A terra estremeceu e ficou silenciosa, porque Deus adormeceu segundo a carne e despertou os que dormiam há séculos […]. Vai à procura de Adão, nosso primeiro pai, a ovelha perdida. Quer visitar os que jazem nas trevas e nas sombras da morte. Vai libertar Adão do cativeiro da morte. Ele que é ao mesmo tempo seu Deus e seu filho […] “Eu sou o teu Deus, que por ti me fiz teu filho […] Desperta tu que dormes, porque Eu não te criei para que permaneças cativo no reino dos mortos: levanta-te de entre os mortos; Eu sou a vida dos mortos”.

O Senhor entrou na mansão dos mortos levando em Suas mãos a arma da Cruz vitoriosa.

Mas o que é a mansão dos mortos?

Nos ensina o Catecismo da Igreja Católica no parágrafo 633: “As Sagradas Escrituras chama de ‘Morada dos Mortos’, Inferno, Sheol ou Hades, o estado das almas privadas da visão de Deus; são todos os mortos, maus ou justos, à espera do Redentor. O destino deles não é o mesmo como mostra Jesus na parábola do pobre Lázaro recebido no “seio de Abraão”. Jesus não desceu aos infernos (= interior) para ali libertar os condenados nem para destruir o inferno da condenação, mas para libertar os justos.”

Esse dia, propício ao silêncio, deve nos levar a aprofundar a nossa fé, quando muitos de nós pensamos: Onde está Deus? Onde está Ele em meio aos meus sofrimentos? Podemos ter a certeza que Ele está agindo, porque é próprio de Deus, agir no silêncio.

No carisma Doce Mãe de Deus todo o tríduo pascal é extremamente significativo para nós, pois encontramos uma forte espiritualidade: a Cruz, sinal do extremo amor de Deus por nós, a Virgem Maria, de pé, diante do madeiro Santo, acolhendo a vontade de Deus e o Discípulo Amado que testemunha a entrega do Cordeiro pascal pela salvação da humanidade.

A Virgem Maria, é o ícone desse dia, como nos ensinou o papa Francisco na Audiência geral sobre o Tríduo Pascal no Jubileu da Misericórdia em 23/03/2016. Disse: “No Sábado Santo, nos fará bem pensar no silêncio de Nossa Senhora, a crente que, em silêncio, esperava pela Ressurreição. Nossa Senhora deverá ser o ícone daquele Sábado Santo. Pensar tanto em como Nossa Senhora viveu aquele Sábado Santo, esperando…”.

Ela sempre nos ensina o caminho a seguir! Diante da dor e do sofrimento, fica de pé, porque sabe que Deus é poderoso para agir como quer e da forma que Ele quer, e a Sua vontade é perfeita em tudo, mesmo que aparentemente pareça uma derrota: Ele sempre vence!

Que o nosso coração se renove sempre na esperança de saber que Jesus é o Senhor da história.

Adriano Alves, membro Consagrado Doce Mãe de Deus